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KAMBAS para sempre

A leitura é uma das ferramentas mais poderosas para o desenvolvimento humano. Por meio dos livros, ampliamos nosso conhecimento, exercitamos a imaginação e aprendemos a enxergar o mundo sob novas perspectivas. Ler fortalece o vocabulário, melhora a capacidade de concentração e estimula o pensamento crítico, habilidades essenciais em qualquer fase da vida. Além disso, a leitura nos conecta com diferentes culturas, ideias e experiências, enriquecendo nossa compreensão sobre nós mesmos e sobre o outro. Ler é, portanto, um ato de crescimento contínuo — um investimento silencioso que transforma nossa maneira de pensar e viver.
A sugestão de leitura hoje é a história “KAMBAS para sempre” escrita por Maria Celestina Fernandes, advogada, assistente social e escritora angolana de livros infantis. Além da literatura infantojuvenil escreve também poesia e contos. Ao escrever esta história trouxe à tona uma maneira de como enfrentar preconceitos e celebrar as diferenças. O livro foi ilustrado por Mariana Fujisawa.
Conheça alguns trechos dessa maravilhosa história, assim ficarás com desejo de ler o livro todo.

Uma história que liga o Brasil e Angola! Dois países separados apenas por um oceano, pois os corações estão interligados desde os ancestrais.
“KAMBAS para sempre”


Quando fiquei a saber que o nome que ele me deu é o nome de uma rainha de Angola – rainha Lueji, que foi soberana do reino dos Lundas – senti-me orgulhosa e sempre que faziam comentários, eu retrucava:
- Tenho o nome de uma rainha de Angola...

Desde muito nova, ouço falar da escravatura a que foram submetidos os negros, forçados a deixar suas terras, e também do preconceito racial.

Certo dia, vivi uma cena tão incômoda, que mal entrei em casa, corri para compartilhar o acontecimento.
- Mamã, mamã! Sabe o que a Ana hoje fez comigo? Você nem vai acreditar! – gritei.
- Já disse para não ligares, o que foi desta vez?
- Olha, ela lambeu a minha bochecha para ver se tinha gosto de chocolate!

A partir daquele dia, a Ana e eu ficamos muito amigas, bué kambas.
Amigas para sempre!
Texto introdutório escrito por: Profª Eliane Ap. Zulian Delázari